Em primeiro lugar AME-SE !
sexta-feira, 13 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Com o joelho e o peso não se brinca
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o excesso de gordura no organismo afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. Dados alarmantes da Comissão de Prevenção e Combate a Obesidade da Associação Médica Brasileira indicam que no Brasil, mais de 65 milhões de pessoas estão com excesso de peso e destes, 10 milhões são já classificados como obesos. Esse excesso de peso, pode gerar sobrecarga para todo o corpo, afetando a coluna vertebral e também os membros inferiores especialmente joelhos e tornozelos.
Se os riscos de vir a apresentar problemas articulares nessas regiões existe, eles podem ser evitados. Sabe-se que a melhor forma de perder peso é por meio de uma alimentação saudável e exercícios físicos.
O alerta vale para aqueles que estão acima do peso e que devem prestar atenção e ter um cuidado especial na hora de fazer os exercícios justamente para não sobrecarregar demais o joelho e causar algum tipo de lesão. Nesse sentido é muito importante realizar a rotina de aquecimento antes de iniciar a prática de exercícios físicos. Durante os treinamentos também é muito importante respeitar os intervalos de recuperação entre uma sessão e outra.
Sempre procure orientação profissional!
terça-feira, 10 de abril de 2018
GORDURA ABDOMINAL, COMO DIMINUIR?
Hoje, na sociedade moderna em que muitos se alimentam mal e fazem poucos exercícios, não é tarefa difícil encontrar uma pessoa com a circunferência da cintura modificada pelo acúmulo de gorduras na região. No entanto, é um fator preocupante, pois, além de agredir a estética e indicar obesidade, também chama a atenção por aumentar o risco de varias doenças, principalmente cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial.

O acúmulo de células de gordura visceral sobrecarrega o funcionamento dos órgãos localizados nesta região, como: fígado, intestino, rins e pâncreas. Isto desencadeia uma série de disfunções no organismo podendo levar a chamada “Síndrome Metabólica”. Nestas condições ocorre uma resistência a ação da insulina (hormônio produzido pelo pâncreas), responsável em remover a glicose sanguínea para o interior das células, a saturação no funcionamento desta glândula, levando a hiperglicemia e assim o Diabetes tipo II. Em contrapartida o fígado, que está bem próximo aos males, de uma forma compensatória começa a produzir glicose, libera substâncias ácidas, desequilibrando mais o equilíbrio do organismo, além de acumular mais gordura e toxinas, não cumprindo plenamente com suas funções vitais, podendo também se instalar a temida esteatose hepática.

Os efeitos da gordura abdominal podem ir muito além da diabete por colocar o organismo em um circulo vicioso. O aumento de glicose no sangue faz com que a produção de insulina também cresça para levar o açúcar ao interior das células. O corpo repete essa tarefa diversas vezes para suprir a necessidade e, consequentemente, contrai os vasos sanguíneos muitas vezes para que circule as substâncias. Entretanto, as contrações freqüentes podem elevar a pressão, implicando em hipertensão arterial.
O colesterol ruim (LDL), substância inflamatória, também é um dos males gerado pela gordura abdominal. Prejudicial, o LDL pode se alojar nos vasos sanguíneos e, inevitavelmente, ocorrer o fechamento da passagem de sangue pelas placas de gordura. Com isso, a probabilidade de resultar em doenças cardiovasculares e, até mesmo, em infartos e derrames pode aumentar.
E por que será que aumentar a circunferência abdominal é mais perigoso e mais fácil do que aumentar no quadril?As células adiposas abdominais são maiores e apresentam taxa de renovação de gordura mais alta que as células adiposas da região do quadril. Os adipócitos abdominais também respondem mais a hormônios e a substancias liberadas a partir da gordura abdominal são absorvidas pela veia porta, e assim, podem ir para o fígado. O aumento da captação de ácidos graxos pode levar a uma resistência à insulina. Já os ácidos graxos livres que foram originados da gordura vinda da região dos glúteos entram na circulação geral e não tem preferência pelo metabolismo hepático.
Aquele pneuzinho na cintura pode ser ruim para a estética, mas é pior para a saúde. Segundo o estudo conduzido pelo Lawson Health Research Institute, no Canadá, a temida gordurinha localizada produz o hormônio neuropeptídeo Y (NPY), que também é fabricado pelo cérebro e tem a missão de aumentar o apetite. Outra ação do NPY é induzir a reprodução das células adiposas, contribuindo na aceleração da obesidade. A maior produção de NPY pode aumentar a vontade de comer. E a grande ingestão alimentar eleva o peso e o depósito de gordura nas áreas em que ela é produzida (no caso, o abdome). Essas regiões são estimuladas pela sua presença, o que aumenta a produção dos hormônios do apetite, e assim sucessivamente, fechando o ciclo.
Vários estudos científicos comprovam que os adipócitos, em especial os localizados no abdomem, não são meros depósitos de gordura. São células capazes de sintetizar inúmeros hormônios. Esse mecanismo é evidenciado pelo sistema endocanabinoide, induzido pela ingestão de gordura, que atua no cérebro como estimulador da sensação de prazer proveniente do apetite e do aumento das células gordurosas. Por outro lado, os pneuzinhos são sensíveis aos efeitos benéficos da atividade aeróbica regular. Assim, exercitar-se é um fator positivo para a prevenção e até mesmo para o tratamento da doença.
Como Mudar?
Não tem jeito. Para reduzir a gordura corporal e, de quebra, a gordura abdominal, é preciso mudar os hábitos de vida. E a alimentação, neste caso, divide o mesmo espaço que a inclusão de atividade física com regularidade na rotina. Ter um estilo de vida saudável quer dizer a seguinte soma: comer alimentos saudáveis + fazer atividade física + controle emocional. Isso é o que traz saúde.
É muito importante manter o controle emocional, pois altos níveis de estresse (cortisol elevado) propiciam o acúmulo de gordura abdominal. Tendo esses hábitos em ação no cotidiano, o organismo de cada um encontrará seu equilíbrio, e isso facilitará o processo de emagrecimento. Portanto, para virar esse jogo, é imprescindível que a dieta seja mudada: o cardápio deve ter frutas, vegetais e legumes, cereais integrais, gorduras boas como mono e poliinsaturadas, devem ser recheadas de ômega-3, sementes oleaginosas, óleos vegetais (como o azeite de oliva) e peixes de água fria, além de leguminosas como soja e derivados. Desta maneira, o organismo recebe além de nutrientes para seu pleno funcionamento, muitas fibras e substâncias antioxidantes e antiinflamatórias que previnem e combatem a gordura visceral e suas perigosas conseqüências.
Combata os Processos Inflamatórios
Muitas vezes, você até começa direitinho: incluiu a atividade física regularmente na rotina e diminui as calorias consumidas na alimentação. Mas não vê resultado de imediato, como esperava, e desanima. Isto porque não basta cortar as calorias, o importante é combater a inflamação gerada pela gordura abdominal, com alimentos antiinflamatórios, respeitando as necessidades e individualidades que consequentemente irá ser atingido seu equilíbrio metabolismo e em decorrência o emagrecimento. E esse controle se dá pelo consumo maior de fibras, proteína magra, alimentos integrais, vegetais, frutas e gorduras mono e poliinsaturadas.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Mantenha o foco e siga em frente ao seu objetivo

Mantenha o foco e siga em frente ao seu objetivo


Colar tênis de corrida banho ouro 18 k e fio 100% poliamida não arrebenta.
Musculação. Desvendando alguns mitos!
Musculação é bom? É ruim? Só ganha massa magra quem toma suplemento? É a melhor prática para estética? Crianças e idosos podem praticá-la?
fonte:http://www.porumavidamaissaudavel.com.br/2012/07/desvendando-alguns-mitos.html
Apesar dos avanços técnico-científicos já alcançados, a disseminação de informações equivocadas (os chamados “mitos”) quanto aos efeitos da musculação sobre o organismo ainda dificultam sua difusão como modalidade de atividade física favorável ao desenvolvimento e aprimoramento harmônicos da saúde humana. Um dos fatores que contribuem para essa situação está relacionado à concepção que restringe a aplicação da musculação ao fisiculturismo (bodybuilding).
fonte:http://www.porumavidamaissaudavel.com.br/2012/07/desvendando-alguns-mitos.html
Apesar dos avanços técnico-científicos já alcançados, a disseminação de informações equivocadas (os chamados “mitos”) quanto aos efeitos da musculação sobre o organismo ainda dificultam sua difusão como modalidade de atividade física favorável ao desenvolvimento e aprimoramento harmônicos da saúde humana. Um dos fatores que contribuem para essa situação está relacionado à concepção que restringe a aplicação da musculação ao fisiculturismo (bodybuilding).
Muito criticado principalmente por sua frequente associação com os esteroides anabolizantes e outros recursos anabólicos, o fisiculturismo, em razão do desenvolvimento exagerado da musculatura, conseguido à custa de exercícios árduos com cargas bastante elevadas, constitui-se, ainda que involuntariamente, no principal responsável pela discriminação da musculação como atividade saudável. Em verdade, o universo de aplicação da musculação é amplo e relaciona-se a propósitos esportivos, estéticos e profiláticos.
A seguir desvendarei alguns MITOS relacionados à prática da musculação:
MITO 1
- Só é possível aumentar a massa magra tomando suplementos.
VERDADE - Treino e alimentação corretos são sufi cientes para o ganho de massa magra; a necessidade de suplementação só ocorre se houver defi ciência de algum componente e só um nutricionista poderá avaliar.
MITO 2
- Crianças não podem fazer exercício de força.
VERDADE - Existem muitas opiniões desfavoráveis à aplicação dos trabalhos de força (musculação) em crianças e adolescentes, cujos motivos estão relacionados especialmente às preocupações com o crescimento, muito embora existam outras tantas que apontam para a utilização segura destes trabalhos, sem nenhum prejuízo à formação corporal. De acordo com McArdle, Katch e Katch (2002), a preocupação com a possibilidade de sobrecarga muscular excessiva ocasionar lesões nas crianças em crescimento justifica-se pelo fato do sistema esquelético apresentar-se ainda em estágio de formação, questionando-se inclusive a validade de um treinamento resistido para o aprimoramento da força em crianças cujo perfil hormonal encontra-se em desenvolvimento, especialmente em relação à testosterona (hormônio anabólico). Por outro lado, os mesmos autores chamam a atenção para a existência de evidências indicando que os programas de treinamento resistido devidamente supervisionados, utilizando níveis relativamente moderados de exercícios concêntricos, produzem um aumento significativo da força muscular em crianças, sem qualquer efeito adverso sobre ossos e músculos. A treinabilidade da força assume um papel importante no desenvolvimento corporal de crianças e jovens. Para tanto, o treinamento deve respeitar as particularidades do organismo em crescimento, visto que a ossificação do sistema esquelético só termina entre os 17 e 20 anos, o que torna o aparelho locomotor de crianças e jovens menos capacitado para suportar carga em relação ao adulto. Entretanto, nesse aparelho ainda em crescimento e maturação, mediante a tração e pressão sobre os ossos, exercidas por meio da atividade muscular, são desencadeados estímulos formativos e consequentes manifestações de adaptações, evidenciadas na modificação da estrutura óssea e na maior resistência do tecido conjuntivo, o que justifica a necessidade de um fortalecimento muscular em todas as faixas etárias com a correta dosagem dos estímulos, e a utilização de meios apropriados (WEINECK, 2000).
MITO 3
- Idosos também não.
VERDADE - Com o envelhecimento, ocorre diminuição da massa muscular; consequentemente, a força muscular. O declínio acentuado dos níveis de força em pessoas idosas pode comprometer a capacidade funcional-motora para realização das atividades da vida diária, bem como aumentar a ocorrência de quedas e fraturas. A inclusão de exercícios resistidos em programas de condicionamento físico direcionados às pessoas idosas, desde que devidamente elaborados, pode promover adaptações favoráveis tais como: aumento nos níveis de força (associados ou não a certo grau de hipertrofia muscular) e melhora na execução das Atividades da Vida Diária (AVD), além de redução nas queixas de dores articulares.
Tantos benefícios dão suporte à utilização dos exercícios resistidos como recurso favorável à aquisição de bons níveis de aptidão funcional-motora pela população idosa, possibilitando-lhes a manutenção de melhores condições de saúde. No entanto, para eliminar possíveis riscos associados à prática da musculação, existem recomendações específicas para a elaboração de programas que possam garantir tais benefícios de forma segura e eficiente. Estas se encontram relacionadas a parâmetros como: número de séries e repetições; intervalos de recuperação; velocidade de execução dos movimentos; quantidade de exercícios por sessão; e frequência semanal.
Espero que tenham gostado!
Bons treinos . Contrate um personal trainer.
Bons treinos . Contrate um personal trainer.
Fontes
McARDLE, W. D.; KATCH, F.; KATCH, V.L. Fundamentos de fisiologia do exercício. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002.
WEINECK, Jurgen. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000.
terça-feira, 27 de março de 2018
Confira os benefícios de contratar um personal trainer
O Personal trainer é exatamente o que você precisa para obter o direcionamento correto do treinamento físico , transformando suas metas em realidade, otimizando seus resultados, organizando seus treinos dentro da sua rotina e proporcionando aumento de sua qualidade de vida, bem-estar e sua auto estima.
É extremamente vantajoso ter o acompanhamento de um personal, principalmente para quem está começando a treinar e ainda não fez disso um hábito, também para aqueles que já tentaram inúmeras vezes, mas sempre abandonaram "o barco" por não conseguir atingir seus objetivos e/ou falta de animo.
O comprometimento com um Personal trainer pode diminuir o risco de lesões e trazer resultados melhores e mais rápidos.
Confira detalhadamente abaixo os benefícios:
Motivação
É muito comum as pessoas abandonarem a rotina de treino após um pequeno período de conquista. Para quem não consegue, manter a disciplina, a ajuda de um personal pode ser bastante útil para não desanimar. Colocar a saúde em primeiro lugar é um processo de conquista, sendo que a estética vem coroar esse esforço e determinação dia após dia. Sem falar que o incentivo psicológico e verbal é fundamental para mostrar ao aluno que ele é capaz de superar seus limites.
Segurança
Quem nunca teve vontade de aumentar a carga de peso ou a intensidade de um exercício por conta própria? As consequências de tais atitudes, entretanto, pode ser uma séria lesão, caso você não saiba o que está fazendo. Porém, sob a supervisão de um personal trainer, as chances de se machucar são muito menores, pois ele é uma ferramenta fundamental na correção, preparação, proteção e execução dos movimentos.
Personalização
Cada aluno tem um objetivo e condicionamento físico específico. Portanto, ter um treino exclusivo, montado por um profissional devidamente apto e capacitado a ouvir as suas necessidades, pode trazer mais segurança, além de otimizar o tempo.
Garantia de resultado
Durante os treinos, o personal está sempre corrigindo e alterando os estímulos, isso faz com que os resultados apareçam mais rápido. Claro que isso depende muito do aluno seguir as orientações do profissional, comparecer sempre às aulas e seguir uma dieta personalizada.
Variabilidade
Dependendo do objetivo do aluno, o Personal pode passar treino diferentes, como corrida, musculação ou outros exercícios, o que ajuda muito quem está começando e ainda não tem o hábito de fazer exercício físico. Ao passo que o condicionamento cresce, intensifica-se mais e mais essa gama de exercícios, de forma a fazer com que o aluno supere, sempre, seus limites.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Estudo prova que a "memória muscular" existe ao nível do DNA
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Keele, mostrou pela primeira vez que os músculos humanos possuem uma "memória" de crescimento anterior - ao nível do DNA.
O estudo sugere que períodos de crescimento do músculo esquelético são "lembrados" pelos genes do músculo, ajudando-os a crescer mais tarde na vida.
- Robert A. Seaborne, Juliette Strauss, Matthew Cocks, Sam Shepherd, Thomas D. O'Brien, Ken A. van Someren, Phillip G. Bell, Christopher Murgatroyd, James P. Morton, Claire E. Stewart, Adam P. Sharples. O músculo esquelético humano possui uma memória epigenética da hipertrofia . Relatórios científicos , 2018; 8 (1) DOI: 10.1038 / s41598-018-20287-3
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
CMG - #circuitoflownaarea #bigeyes #5k #topzn #nopainnogain #feriadopago @ avenida Braz Leme
Invasão CIRCUITO FLOW na CMG promovida pelo Bar Degrau nesta quinta feira 25 de janeiro de 2018 feriado em São Paulo. Corridinha 5 km pela Av. Bras Leme em Santana. Família Maturano em peso super valeoooo vocês são TOP .

Gustavo , Luis, Rose, Rafa, Vic, Karyne, Lydia, Roberto e Rogerio.
CIRCUITO FLOW

Rogério,Karyne, Victoria, Lydia e Gustavo
domingo, 21 de janeiro de 2018
IMC não reflete a composição corporal
Entenda de uma vez por todas que 1 kilo vai ser sempre 1 kilo e pronto! não é que um "pesa mais que o outro", mas sim uma questão de densidade. A densidade relaciona a massa de um material ao volume que ele ocupa
É significativa a diferença entre massa e volume da gordura e do músculo. Porém, ao comparar músculo e gordura, chega- se à seguinte conclusão: o músculo é muito mais compacto. Um quilo de gordura é mais volumoso, ocupando muito mais espaço.
Veja bem 100 kilos de músculos ocupam menos espaço comparados com os mesmos 100 kilos de gordura. E no entanto ambos tem o mesmo IMC.





quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Impacto da prática de exercícios físicos sobre a variável psicológica da auto estima
Você sabe o que é auto estima?
Tem idéia da relação que existe entre a prática regular de exercício físico e a variável psicológica da auto estima?
Rosenberg & Simmons (1972, cit. em Batista, 1995) referem que a auto-estima é um
constructo (constructo -substantivo masculino 1. construção puramente mental, criada a partir de elementos mais simples, para ser parte de uma teoria. 2.psic objeto de percepção ou pensamento formado pela combinação de impressões passadas e presentes.)multidimensional, que reflete todos os sentimentos de autovalor relativos ao
comportamento, aparência física, inteligência, com o Eu emocional e o Eu social. Posteriormente, o
mesmo autor, define auto-estima como a avaliação que o indivíduo faz a respeito do seu próprio valor
com base em informações de pessoas que ele considera importantes (amigos, família e professores) e
nas auto-percepções em diversos domínios (profissional, físico, familiar).
A prática regular de exercícios físicos acarreta benefícios ao nível psicológico, parecendo estar correlacionado de
forma positiva com a auto-imagem, sensações de bem-estar; auto-confiança, mudanças
positivas no humor, diminuição no stress, depressão, ansiedade, vigília, clareza de pensamento,
aumentos de energia, entre outros (Everly & Rosenfeld, 1981; Martin & Dubbert, 1982;
Weinstein & Meyers, 1983; Tomporowski & Ellis, 1986; Tucker, 1983; cits. por Ribeiro,
1988; Doan & Sherman, 1987 cit. por McAuley, 1994; Hamachek, 1986; Blackman,
Hunter, Hilyer & Harrison, 1988; Valliant & Asu, 1985).
A auto-estima tem revelado ser a variável psicológica mais capaz de traduzir os benefícios
psicológicos da prática de exercício físico (Folkins & Sime, 1981; Hughes, 1984 cit. por Boutcher,
1993; Sonstroem & Morgan, 1989).
Silva (1998), realizou um estudo cujo objetivo era relacionar a prática de exercícios físicos – (ginástica de academia ) com o auto-conceito físico, o social e a auto-estima global, em mulheres
adultas do grande Porto, entre os 17 e os 47 anos, comparando os indivíduos em função da frequência com que praticavam exercícios físicos (ausente, média, intensa), da idade, do nível sócio-económico e
do estado civil. Os resultados apontaram para a existência de diferenças significativas na auto-estima
global a favor do grupo de prática frequente, em comparação com os outros grupos.
Segundo Weiss (1987; cit. por Abrantes, 1998), o fato de o indivíduo, ao realizar exercício,
ser confrontado diretamente com uma dificuldade física ou com um desafio psicológico e o conseguir
ultrapassar com sucesso, vai provocar modificações na imagem corporal do praticante, na sua autoimagem
(Melnick & Mookerjee, 1991; Batista & Vasconcelos, 1995; ambos cits. por Abrantes, 1998;
Emery et al., 1989; cit. por Shefard, 1990), bem como no seu sentido de realização. O exercício fisico permite, desta forma, melhorar os níveis de auto-estima, através do desenvolvimento de competências
e de estratégias mais adequadas à resolução com sucesso de determinadas tarefas. Aliás, a autoestima
positiva parece estar associada a níveis superiores de condição física (fitness), dado que os
indivíduos que apresentam uma condição física melhor tendem a revelar igualmente um conceito
corporal mais elevado (Adame, Johnson, Cole, Matthiasson & Abbas, 1990) do que indivíduos
que apresentam uma condição física inferior.
Referências :
ABRANTES, H. A. (1998). Satisfação com a imagem corporal, auto-estima e actividade física: estudo comparativo
em indivíduos de ambos os sexos, dos 45 aos 65 anos. Dissertação de Mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F.
Universidade do Porto.
ADAME, D. et al. (1990). Physical fitness in relation to amount of physical exercise , body image, and locus of
control among college men and women. Perceptual and Motor Skills, 70, 1347-1350.
ALMEIDA, A. P. C. (1995). A relação entre auto-conceito e aptidão física: Estudo comparativo entre atletas e não
atletas dos treze aos quinze anos de idade. Dissertação de mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F. Universidade
do Porto.
BAECKE, J.; BUREMA, J. & FRIJTERS, J. (1982). A short questionnaire for the mesurement of habitual physical
activity in epidemiological studies.The American Journal of Clinical Nutrition, 36, pp 936-942.
BANDURA, A. (1989). Human agency in social cognitive theory. American psychologist, 44, 1175-1184
BATISTA, P. M. F. (1995). Satisfação com a imagem corporal e a auto-estima: estudo comparativo de adolescentes
envolvidos em diferentes níveis de actividade física. Dissertação de Mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F.
Universidade do Porto.
BEDNAR, R., WELLS, M. & PETERSON, S. (1989). Self-esteem: paradoxes and innovations in clinical theory and
practice. AmericanPsychological Association, Washington D.C.
BERGER, B. G. & MCINMAN, A. (1993). Exercise and the quality of life. In R. SINGER; M. MURPHEY & L.
TENNANT (1993). Handbook of Reasearch on Sport Psychology (ISSP). New York: MacMillan Publishing
Company.
BLACKMAN, L., HUNTER, G. HILYER, J. & HARRISON, P. (1988). The effects of dance team participation on
female adolescents physical fitness and self-concept. Adolescence, 23(90), 437-448.
BOUCHARD, C. & SHEPHARD, R. (1990).Exercise, fitness, and health. Champaign,IL:Human Kinetics
Impacto do Exercício Físico na AE, IC e AEF em jovens universitárias
18
BOUTCHER, S. (1993). Emotion and aerobic exercise. In R. SINGER; M. MURPHEY & L. TENNANT
(1993).Handbook of Reasearch on Sport Psychology (ISSP). New York: MacMillanPublishing Company
BROWN, E., MORROW, J. & LIVINGSTON, S. (1982). Self-concept changes in women as a result of training.
Journal of Sport Psychology, 4, 354-363.
BROWN, T., CASH, T. & MIKULKA, P. (1990). Attitudinal body image assessment: Factor analysis of body-self
relations questionnaire. Journal of Personality Assessment, 55 (1&2), 135-144.
CASH, T. & PRUZINSKY, T. (1990). Body images: Development, deviance and change. New York: The Guilford
Press.
CARMACK, M. & MARTENS, R. (1979). Measuring commitment to running: A survey on runner’s attitudes and
mental states. Journal of Sport Psychology, 1, 25-42.
CARUSO, C. & GILL, D. (1992). Strengthening physical self-perceptions through exercise. The Journal of Sports
Medicine and Physical Fitness, 32 (4), 416-427.
CASH T. & BROWN, T. (1989). Gender and body images: Stereotypes and realities. Sex Roles, 21 (5&6), 361-373.
COLLINGWOOD, T., R. (1972). The effects of physical training upon behavior and self-attitudes. Journal of Clincal
Psychology, 28, 583-585.
CRUZ, J.; MACHADO P. & MOTA M. (1996). Efeitos e benefícios psicológicos do exercício e da actividade física.
In J. F. Cruz (ed.). Manual de Psicologia do Desporto, 91-116. Braga: S.H.O.
DAVIS, C. & COWLES, M. (1991). Body image and exercise: A study of relationships and comparisons between
physically active men and women. Sex Roles, 25 (1 e 2), 33-44.
DIENER, E. (1984). Subjective well-being. Psychological Bulletin, vol.95, 3, 542-575.
DINIS, M. J. S. (1996). Satisfação com a imagem corporal e motivação para as actividades desportivas: Estudo
comparativo de adolescentes envolvidos em diferentes modalidades desportivas. Dissertação de Mestrado em Ciência
do Desporto. Universidade do Porto. F.C.D.E.F.
FISHER, S. (1990). The evolution of psychological concepts about the body. In T. CASH & T. PRUZINSKY (eds.).
Body images: Development, deviance and change. New York: The Guilford Press.
FLEMING, J. & COURTNEY, B. (1984). The dimensionality of self-esteem: II. Hierarchical facet model for revised
mesurement scales. Journal of Personality and Social Psychology, 46, 404-421.
FOLKINS C. & SIME, W. (1981). Physical fitness training and mental health. AmericanPsychologist, 36, 373-389.
HAMACHEK, D. (1986). Enhancing the self’s spychology by improving fitness physiology. Jounarl of Human
Behavior and Learning, 3 (3), 2-12.
International Society of Sport Psychology. (1992). Physical activity and psychological benefits: a position statement.
The Sport Psychologist, 6, 199-203.
LEITH, L. M. (1994). Exercise and self-concept/self-esteem. Foundations of exercise and mental health.
Morgantown: Fitness information technology.
LOPES, D. N. (1996). Aptidão física e auto-estima: Um estudo em adultos idosos dos dois sexos do concelho de
Matosinhos envolvidos num programa de actividades físicas regulares. Dissertação de mestrado em Ciência do
Desporto. F.C.D.E.F. Universidade do Porto.
MCAULEY, E. (1994). Physical activity and psychological outcomes. In C. Bouchard, R. Shephard & T. Stephens
(eds.). Physical activity, fitness and health, chapter 37, 551-558. Champaign, IL: Human Kinetics.
Impacto do Exercício Físico na AE, IC e AEF em jovens universitárias
19
MADDUX, J. (1995). Self-efficacy theory: An introduction. In J. MADDUX (Ed.). Self-efficacy, adaptation and
adjustment. New York: Plenum Press.
OLIVEIRA, M. S. (1996). Efeitos da ginástica aeróbica na imgaem corporal e auto-conceito das mulheres.
Dissertação de mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F. Universidade do Porto.
ORBACH I. & MIKULINCER, M. (1998). The body investment scale: construction and validation of a body
experience scale. Psychological Assement, vol. 10, No.4, 415-425.
RACKLEY, J. & WARREN, S. (1988). Determinants in body image in women of midlife. Psychological Reports, 62
(1), 9-10.
RIBEIRO, J. L. (1988). Efeitos psicológicos da actividade física. Jornal de Psicologia, 7, 5, 10-14.
RIBEIRO, J. L. (1998). Psicologia e Saúde. Lisboa: ISPA.
RIBEIRO, J. L. (1999). Investigação e avaliação em psicologia e saúde. Lisboa: Climepsi Editores.
RIBEIRO, L. & RIBEIRO, J. L. (2000). Auto-conceito físico e atitudes em relação ao exercício físico em atletas de
alta competição. Actas do 3º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde, 481-489.
ROSENBERG, M. (1972). Society and the adolescent self-image. New Jersey:Princeton UniversityPress.
ROSENBERG, M. (1985). Self-concept and psychological well-being in adolescence. In R. LEACHY (ed.). The
Development of the Self, 205-246. Orlando: Academic Press.
RYCKMAN, R.; ROBBINS, M.; THORTON, B. & CANTRELL, P. (1982). Development and validation of a
Physical self-efficacy scale. Journal of Personality and Social Psychology, vol.42, No.5, 891-900.
SEGGAR, J. F., MCCMMAN, D. & CANNON, L. (1988). Relations between physical activity, weight discrepancies,
body cathesis and psychological well-being in college women. Perceptual and Motor Skills, 67 (2), 659-669.
SILVA, M. L. F. (1997). Relação entre a prática de actividade física de lazer e o auto-conceito de mulheres da cidade
do Porto. Dissertação de Mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F. Universidade do Porto.
SILVA, S. L. M. (1998). Efeitos da actividade física na promoção do auto-conceito: dimensões física, social e de
auto-estima global. Dissertação de Mestrado em Ciência do Desporto. F.C.D.E.F. Universidade do Porto.
SONSTROEM, R., HARLOW, L. & JOSEPHS, L. (1994). Exercise and self-esteem: Validity of model expansion ad
exercise associations. Journal of Sport and Exercise Psychology, 16, 29-42.
SONSTROEM, R. & MORGAN, W. (1989). Exercise and self-esteem: Rationale and model. Medicine and Science
inSports and Exercise, 21, 329-337.
VALLIANT, P. & ASU, M. (1985). Exercise and its effects on cognition and physiology in older adults. Perceptual
and Motor Skills, 61, 1031-1038.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Ganho de massa muscular
A massa muscular (músculos) é importante não só para aqueles que praticam atividade física. Com ela a gente reduz lesões, melhora a capacidade funcional do corpo e vários estudos apontam e relacionam o ganho de massa muscular com uma maior longevidade.
Mas a questão é : Como ganhar massa muscular?
Inicialmente é importante explicar como funciona o processo de ganho de massa.
Pense que quando um músculo é "posto à prova", quando sofre um desgaste , ele tenta "se proteger" para que você não sinta mais o efeito do exercício. Desta forma o músculo cria uma "proteção" uma camada mais espessa para que você não sofra mais os danos que você causou fazendo o exercício.
Então o mecanismo de ganho de massa é uma SUPERCOMPENSAÇÃO do seu corpo quando esse tecido é degradado.
Basicamente três são os fatores que mais influenciam no processo de ganho de massa muscular. São eles:
TREINAMENTO ALIMENTAÇÃO SONO/DESCANSO
Em relação ao treinamento , os exercícios contra uma resistência , treinos de força, são os que mais geram lesão nesse tecido muscular para que seja necessário o mecanismo de SUPERCOMPENSAÇÃO para aumento de volume.
Já alimentação é fundamental ser rica em proteínas e aminoácidos que serão utilizados como nutrientes desse tecido. As proteínas e os aminoácidos são os chamados blocos construtores.
Então para que você ganhe massa muscular é necessário a ingestão desses nutrientes em quantidades adequadas e nada melhor que o apoio de um nutricionista para ajudar nesse quesito.
Já a recuperação é um item muito negligenciado e muitas pessoas não dão bola para isso, mas o sono e principalmente a qualidade do sono , bem como o período de intervalo entre um treinamento e outro fazem toda a diferença para que você tenha êxito nesse processo. É durante o sono que são produzidos os hormônios e um bom sono aumenta essa produção e um período de descanso adequado entre um treinamento e outro faz com que o músculo se adapte e não sofra mais como sofreu no treinamento anterior.
Espero que tenham gostado.
Consulte sempre um profissional formado , com registro no CREF e um nutricionista para melhor orientá-los.
Grande abraço
Lydia Guerreiro
CREF 093625 Spquinta-feira, 26 de outubro de 2017
Profissão Personal Trainer
Um empreendedor de energia e conhecimento. É assim que começa a se definir um personal trainer de sucesso.
Um empreendedor de energia e conhecimento. É assim que começa a se definir um personal trainer de sucesso.
Sua semana típica de trabalho começa com ele acordando às segundas-feiras, mais cedo do que todos seus clientes, totalmente auto-motivado e consciente de que, além do conhecimento técnico preciso para desenhar e ministrar sessões de treinamento, seu trabalho também é levar uma dose invisível de energia para motivar cada um de seus clientes a realizar o que for proposto.
Desenvolver uma personalidade inscansavelmente motivadora é outro aspecto fundamental, afinal o trabalho implica em colocar as pessoas para se mexer e muitas delas não são exatamente fãs de exercícios.
Para ser personal trainer não é necessário ser maluco por exercícios e nem ter um corpo esteticamente perfeito, porém saber investir em sua própria imagem e saúde, comprometendo-se com uma vida saudável e ativa, é um comportamento que deve acompanhar o personal trainer por toda a sua carreira. O cuidado especial com seu próprio corpo se estende inclusive para aquele jogo de futebol com os amigos no final de semana porque a qualidade do trabalho pode ficar severamente comprometida caso se frature um dedinho do pé.
Ser personal trainer implica em se doar de um modo especial para um estilo de vida capaz de influenciar e inspirar outras pessoas a sair da inércia.
Muitas pessoas depositam no encontro com o personal trainer a esperança de resgatar ou construir algo e, para que isso aconteça, a disponibilidade do profissional deve ser integral. Não é possível ser personal trainer se não o for vinte e quatro horas por dia.
Talvez um dos maiores desafios dessa atuação profissional seja a necessidade de ajuste individual não apenas das atividades, mas principalmente da comunicação. É imprescindível entender que cada cliente demanda um tipo diferente de contato. Não existe uma solução única e que sirva para todos.
Além de um expert em exercícios, o personal deve se posicionar como uma autoridade nos assuntos relacionados à qualidade de vida. Suas sessões de treinamento e suas orientações devem sempre contemplar todas as áreas adjacentes ao exercício físico.
Compreender o papel do repouso, da nutrição, do gerenciamento de tempo e stress e até mesmo das preferências comportamentais das pessoas e integrá-los às prescrições de treinamento permite que o personal trainer seja capaz de possuir sob seus cuidados desde atletas de alta performance até pessoas que estão iniciando a aventura de adotar uma vida com um pouco mais de movimento.
Um bom personal trainer gerencia de maneira precisa suas prescrições de treinamento, ajustando-as às necessidades e objetivos de cada cliente. Um personal trainer de excelência vai além: administra bem não só aspectos técnicos como também faz com maestria a gestão do relacionamento com seus clientes através de contatos presenciais e remotos, além da gestão de seu nome e das atividades necessárias para que seu trabalho se transforme em um negócio próspero e de alta qualidade.
Ao contrário do que muitos podem pensar, é possível, desejável e lucrativo para o profissional de Educação Física investir a maior parte do seu tempo, energia e recursos para trilhar uma carreira de sucesso nesta atuação pois personal trainers são os profissionais responsáveis por ajudar as pessoas a resolver um dos maiores problemas da humanidade atualmente: o sedentarismo.
É uma profissão quase mágica… clientes começam acreditando que é o personal trainer quem vai treinar por eles e acabam descobrindo que isso é impossível.


Ninguém pode dar um passo sequer por eles. Toda a responsabilidade pelos resultados vem do potencial de cada um dos clientes e o melhor que o personal trainer pode fazer é estar ao lado deles, validando e comemorando cada conquista, por menor que seja. E ainda assim, muitos vão creditar seus resultados aos seus personal trainers.
Por fim, cabe compreender que personal trainers são agentes facilitadores de mudança na vida das pessoas. Através das sessões de treinamento e do acompanhamento sistemático, devem oferecer sistemas sofisticados de suporte social e patrocínio emocional para ajudar as pessoas a se tornarem a melhor versão delas mesmas. E, apesar da impossibilidade de treinarmos pelos outros, quando alguém de quem cuidamos transforma-se em uma pessoa melhor, nós também nos tornamos. Ser personal trainer é uma das melhores ocupações profissionais que existem.
Matéria publicada pelo site Gestão Fitness
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Alimentos anti-inflamatórios e exercícios físicos
Já está bem documentado na literatura científica que treinamentos intervalados de alta intensidade trazem inúmeros benefícios à saúde, como melhora na composição corporal, no consumo máximo de oxigênio e resistência muscular. Porém, esse tipo de treinamento também gera inúmeras adaptações fisiológicas que são importantes para a resposta adaptativa ao exercício como: o estresse oxidativo e inflamação. Contudo, se não modulado adequadamente, o estímulo desequilibrado do estresse oxidativo induzido por treinos intensos, prolongados, ou exaustivos, gera um processo inflamatório crônico que pode levar a prejuízos no desempenho esportivo e danos às células, aumentando os riscos de lesões, overtraining e overreaching, devido principalmente à falta de suporte nutricional adequado para a modulação deste quadro.
Diversos alimentos podem atuar na modulação da inflamação e dano muscular induzido pelo exercício, quando consumidos de forma equilibrada e como parte de uma alimentação saudável e orientada de acordo com as necessidades individuais de cada esportista.
GENGIBRE
O gengibre é utilizado tradicionalmente há centenas de anos, e contêm diversos compostos bioativos, como os gingeróis, zingerones e geraniol, os quais possuem capacidade anti-inflamatória, imunomoduladora, analgésica e antioxidante. Desta forma, o seu consumo diário pode contribuir para a modulação do estresse oxidativo e inflamação induzidos pelo exercício, reduzindo a dor e as lesões que o excesso de radicais livres e citocinas inflamatórias podem causar, auxiliando na manutenção da performance. Além disso, tem uma potente ação anti-hemética que pode auxiliar na redução de náuseas e enjoos que ocorrem durante treinos intensos.
PIMENTA VERMELHA
A capsaicina é um dos componentes ativos presentes na pimenta vermelha, como a malagueta e cayena, que também possui uma importante ação antioxidante e anti-inflamatória. A utilização destas pimentas na alimentação pode ajudar a reparar o dano induzido pelo estresse oxidativo provocado durante os treinamentos, reduzindo as chances de um processo inflamatório exacerbado. Uma dica é colocar as pimentas no azeiteiro e consumir esse azeite aromatizado sob preparações frias como saladas.
CHÁ VERDE
O chá verde contém as catequinas, substâncias ativas que podem melhorar a defesa antioxidante dos praticantes de atividade física, auxiliando na modulação do estresse oxidativo induzido pelo exercício, o que ajuda a atenuar lesões musculares e danos às células, o que torna a recuperação mais rápida. Estudos em praticantes de exercícios de força demonstraram que o consumo diário de chá verde melhora o dano muscular mais rapidamente, preparando o músculo para a próxima sessão de treinamento de força amenizando a queda no desempenho nesse tipo de treinamento.
SUCO DE UVA
O suco de uva é rico em várias substâncias antioxidantes, como o resveratrol. Assim o consumo de suco de uva (especialmente o orgânico) contribuirá de maneira valiosa para aumentar a proteção antioxidante e anti-inflamatória de esportistas e atletas, ajudando na recuperação e desempenho. Uma dica é utilizá-lo para diluir suplementos, como a creatina, que necessita de carboidratos para sua melhor absorção.
SUCO DE TOMATE
O suco de tomate (orgânico) contém grandes quantidades de licopeno, um composto bioativo com importante capacidade antioxidante, e que tem mostrado benefícios para atletas de alto nível como corredores de maratona e em treinos anaeróbios, reduzindo os níveis de marcadores de danos musculares e protegendo contra os altos níveis de radicais livres causados pelo exercício, contribuindo para a obtenção de bons resultados para a performance física. Em exercícios de alta intensidade, estudos demonstram redução dos níveis de CPK (creatinoquinase) e LDH (lactato desidrogenase) que são marcadores do dano muscular induzido pelo exercício.
CÚRCUMA E OUTRAS ESPECIARIAS
A cúrcuma é um condimento utilizado há milênios, e é muito conhecido por sua ação anti-inflamatória e antioxidante. Assim, o seu consumo dará suporte ao sistema imunológico e antioxidante do esportista, auxiliando o organismo a se preparar para o estresse oxidativo que o treinamento causará, reduzindo a intensidade de danos musculares e inflamação, contribuindo para a recuperação e rendimento, melhorando os resultados dos treinos. Uma dica é fazer uma mistura de especiarias antioxidantes como: alecrim, sálvia, tomilho, pimenta preta, cúrcuma e cardamomo.
Dentre as especiarias podemos citar ainda a cebola e o alho, temperos básicos da gastronomia brasileira, que exercem um papel importante no sistema antioxidante e imunológico, graças ao seu rico conteúdo de nutrientes, como vitaminas complexam B, vitamina C, vitamina E, aminoácidos e ácidos graxos, bem como princípios ativos, especialmente os compostos sulfurados.
FRUTAS VERMELHAS
As frutas vermelhas se destacam pela alta concentração de vitamina C e compostos bioativos como as antocianinas, os flavonoides e elagitaninos. Esta composição faz com que estas pequenas frutas tenham uma importante capacidade antioxidante e anti-inflamatória no organismo, e quando incluídas dentro de uma alimentação balanceada, ajudam a proteger contra danos causados pelo estresse oxidativo e a fortalecer o sistema imunológico de atletas e praticantes de atividade física. Combinam muito bem quando associadas à um suco de açaí que tem propriedades nutricionais muito similares à elas.
ABACATE
O abacate, além de contribuir para o aporte de energia, é uma excelente fonte de “gorduras boas”, as monoinsaturadas e poli-insaturadas, e, ainda, contém vitamina E, magnésio e β-sitosterol, componentes que auxiliarão na modulação da proteção antioxidante, anti-inflamatória e do sistema imunológico, sendo uma ótima opção de fruta para indivíduos em programas de treinamento intenso. Uma dica é incluí-lo no lanche da tarde para ajudar a reduzir a fome do final do dia, pois tem uma potente ação na saciedade.
É importante ressaltar que todos estes alimentos, apesar de seus benefícios na modulação do estresse oxidativo e inflamação, devem fazer parte de uma dieta equilibrada, saudável e individualizada, para que estes efeitos não desequilibrem os processos adaptativos do exercício. Procure sempre a orientação de um nutricionista funcional para a obtenção de um plano alimentar individualizado e adequado ao seu treinamento, alcançando melhores resultados no seu desempenho esportivo.
Referências Bibliográficas:
1.BLACK,C.D.;HERRING,M.P.;HURLEY,D.J.Et al. Ginger (Zingiber officinale) reduces muscle pain caused by eccentric exercise. J Pain; 11(9):894-903, 2011.
2.NASCIMENTO, P.L.; NASCIMENTO, T.C.; RAMOS N.S.et al. Quantification, Antioxidant and Antimicrobial Activity of Phenolics Isolated from Different Extracts of Capsicum frutescens (Pimenta Malagueta). Molecules;19(4):5434-47, 2014.
3.HARAMIZU, S.; OTA, N.; HASE, T. et al. Catechins suppress muscle inflammation and hasten performance recovery after exercise. Med Sci Sports Exerc; 45(9):1694-702, 2013.
4.JÓWKO, E.; SACHARUK, J.; BALASIŃSKA, B. et al. Green tea extract supplementation gives protection against exercise-induced oxidativedamage in healthy men. Nutr Res; 31(11):813-21, 2011.
5.O'CONNOR, P.J; CARAVALHO, A.L.; FREESE, E.C. et al. Grape consumption's effects on fitness, muscle injury, mood, and perceived health. Int J Sport Nutr Exerc Metab; 23(1):57-64, 2013.
6.SAMARAS,A.;TSAROUHAS K.; PASCHALIDS,E. et al. Effect of a special carbohydrate-protein bar and tmato juice supplementation on oxidative stress markers and vascular endothelial dynamics in ultra-marathon runners. Food Chem Toxicol;, 69:231-6, 2014.
7.HARMS-RINGDAHL, M.; JENSSEN, D.; HAGHDOOST, S. Tomato juice intake suppressed serum concentration of 8-oxodG after extensive physical activity. Nutr J; 11:29, 2012.
8.TAKAHASHI, M.; SUZUKI, K.; KIM, H.K. et al. Effects of Curcumin Supplementation on Exercise-Induced Oxidative Stress in Humans. Int J Sports Med; 35(6): 469-475, 2014.
9.MCANULTY, L.S.; NIEMAN, D.C.; DUMKE, C.L. et al. Effect of blueberry ingestion on natural killer cell counts, oxidative stress, and inflammation prior to and after 2.5 hof running. Appl Physiol Nutr Metab; 36(6):976-84, 2011.
Assinar:
Postagens (Atom)








